domingo, 9 de março de 2008

ao desavisado, as batatas


Istockphoto
Sexta-feira fui jantar com meu amigo mexicano Jose Cleofas, juiz de campeonatos de barista pelo mundo e que me ensinou, depois da Isabela Raposeiras, como degustar e, melhor, se comportar diante de uma xícara de espresso. Fomos ao A Figueira Rubaiyat, restaurante em que sempre comi bem. Aproveitei para pedir o aclamado tropical kobe beef, que ainda não havia provado. Dei azar naquela noite tão agradável. Precisei pedir 3 vezes para que, finalmente, uma garrafa d'água chegasse à minha mesa (e havia, pelo menos, dois garçons que pareciam não sair de perto de nós). Se fosse só isso, tudo bem. Acontece que o tal afamado prato, que custa R$ 110, não veio a contento. E não pela carne, que estava deliciosa, derretendo de tão marmorizada. As batatas-suflê - aquelas infladinhas, difíceis de fazer -, que deveriam murchar na boca, vieram torradas como batata chips. Repito: o prato custa R$ 110. Tem que vir perfeito. Solicitei a troca - das batatas, não do prato. A segunda leva veio idêntica. Percebendo o meu desgosto, os garçons tentaram ainda uma terceira vez. A nova rodada não estava perfeita, mas pelo menos não esfarelava na boca. Fiquei pensando que, talvez, a casa de Madri venha ocupando demais a vida de Belarmino Iglesias, dono do belíssimo restaurante. Porque não consigo imaginar porque as batatas ficariam de mal de mim naquele dia.

2 comentários:

Rogério disse...

É, nas duas últimas vezes que estive no Figueira o serviço patinou. E muito. Falta de gerência. Este é meu diagnóstico, porque garçom por lá é o que não falta.
Abraço
Rogério

Gourmandise disse...

Paga-se tão caro...o serviço, bebida e comida precisam ser perfeitos!
abs,
Nina.