quarta-feira, 8 de julho de 2009

Comida nos ares



Comemos há milhares de pés do chão. Bem, não é nenhum restaurante numa charmosa montanha nas serras brasileiras. Eu e mais quatro queridos blogueiros (Marcelo Katsuki, Roberta Malta, Alessandra Blanco e Diogo Carvalho, do divertido Destemperados) fomos experimentar, numa manhã fria de sábado, o novo cardápio de comidinhas da Gol a convite da empresa. Sanduíches, para ser mais precisa. Além do serviço de bordo padrão, a empresa aérea decidiu incluir produtos para serem comprados na aeronave.

Dinheirinho na mão, fomos testar o novo serviço, disponibilizado inicialmente nos vôos domésticos saindo de Guarulhos (SP) rumo a Belém, Fortaleza, Porto Alegre (para onde embarcamos), Recife e Salvador. O serviço, que inclui quatro tipos de sanduíches, cerveja, vinho, batatinhas fritas, café e sucos não visa baratear os custos da passagem (como fazem companhias aéreas estrangeiras), mas concorrer com os snacks dos aeroportos - que, diga-se de passagem, sempre deixaram a desejar.

O serviço é educado e cuidadoso - quem mexe com a comida não toca na grana, e vice-versa. Paga-se com dinheiro ou cartão, com nota fiscal ao término da viagem. Dos sanduíches escolhidos pelo trio feminino dos blogueiros, sentado lado a lado, saiu-se melhor o kids (sanduíche no pão-de-forma branco grelhado, queijo cremoso, presunto e queijo prato). Eles vêm numa caixinha, mas não são aquecidos: vem naquela temperatura de bordo, um pouco mais que fria. Mais pão do que recheio foi o meu veredicto para o bem apresentado caprese (pão trançado e macio, mussarela de búfala, fatias de tomate, azeite de oliva e manjericão, cuidadosamente arranjados), e o peito de peru defumado é o que distingue o sanduíche saudável, cuja avaliação ficou a cargo da Roberta.

Para acompanhar, a carta anuncia "um vinho tinto importado": uma garrafinha de Leon de Tarapacá Cabernet Sauvignon, de 187 ml (o que evita qualquer oxidação). Se o preço de tudo (R$ 10 para os sanduíches, R$ 15 para o vinho) não vai assustar quem deixa as verdinhas nos aeroportos, algumas soluções mais "econômicas" do serviço, como os combos, ficam meio sem sentido, uma vez que a bebida, inclusa, é oferecida de graça no serviço padrão de bordo. De maneira geral (e com alguns ajustes), o serviço funciona, mas o café, um robusta solúvel (a incríveis R$ 3!), na minha opinião, deveria sumir do mapa. Mas acho que nossa visita foi boa: esse último aspecto vai ser reconsiderado. Quem sabe um liofilizado, heim? (Novamente sugiro que vejam as fotos nos blogs participantes. São sempre melhores que as minhas!)

5 comentários:

Diogo disse...

não tomei o café, mas concordo contigo. e as coisas seriam bem atraentes se os sandubas fossem aquecidos. assim o pão fica crocante e privilegiaria o sabor dos ingredientes, sem deixar sobressair o gosto de pão.

Cris Couto disse...

concordo em gênero, número e grau!

Claudia Rumi disse...

Ja vi a sua matéria e do Kats e achei interessante terem serviços cobrados a bordo, mas concordo tb como o Diogo disse em todos os sentidos qto sandubas frio. Sempre que vem um sanduba frio ou mesmo aqueles pães servidos de acompnhamento a bordo, fico com aquela sensação que pelo menos deveria ser fresco,crocante ou quentes, mas nunca geladinhos.
bj
claudia

Cris Couto disse...

falou e disse, clau!

Paula Pacheco disse...

Olá Cris, meu marido já havia comentado sobre este assunto..achei um absurdo...em trechos de um hora tipo SP/RJ deveria ser cortesia pelo menos um sanduiche e um suco...não precisa de um bufê...ou então as pessoas comprariam antes de embarcar no avião...imagino a bagunça e demora que não vai ficar...pois ecolhe daqui dali já chegou-se ao destino :( e não adianta...comida em avião não é lá essas coisas...mudando de assunto não conhecia o seu blog e adorei tudo...muito chiquetoso...te convido a vc e todos caso queiram dar uma espiada no meu blog ok...abraços, Paula :)