sexta-feira, 2 de março de 2012

Jantando em NY: The Modern

O Salão do Bar Room, no The Modern

Quando parei na frente do restaurante The Modern, em Nova York, a primeira coisa que pensei foi: por que não decidi vir aqui antes? Estava frio e, como se pode esperar nos restaurantes da cidade, o ambiente, quentinho, pedia uma visita. Mas não é só. Eram duas horas da tarde de quarta-feira e o local estava, ainda, apinhado de gente. Com ambiente de extremo bom gosto, muito movimento e um serviço superatencioso, o The Modern, na região da 5a Avenida, não é só uma opção interessante para quem bate perna nas lojas chiquérrimas da área (exatamente o que eu estava fazendo...).

Codorna

Ele é o exemplo claro de como se pode investir num restaurante atraente mesmo que ele esteja conectado (e, ainda sim, independente) a uma atração ainda maior – neste caso específico, o MoMa (Museum of Modern Art).

O salão destinado ao menu-degustação

Separado, apenas por uma parede de vidro, do jardim de esculturas do museu, o restaurante é tocado por um chef alsaciano (Gabriel Kreuther) e tem um confeiteiro (Marc Aumont). Tem um espaço para refeições mais formais, com menu-degustação de inclinação franco-americana, e outro mais informal – o Bar Room, onde almocei, que privilegia pratos mais clássicos da Alsácia. A carta de vinhos é ampla (cerca de 900 rótulos) e os pratos de almoço, estimulantes. À noite, serve-se um menu-degustação. Como ainda iria jantar bem, escolhi, em meio a rilletes, foie gras e cogumelos, apenas um prato: um aromático e delicado pappardelle de lagosta do Maine “au poivre” (U$ 29). Para beber, um riesling alsaciano em taça (Marcel Weiss, U$ 13).

Consomê de cerejas, criação de Aumont

Por aqui...

São Paulo pouco investe neste filão: lembro-me de que, há uns bons anos, o restaurante do Masp teve certa visibilidade. Comer lá chegou a ser um programa “moderno”. Hoje, ele ainda funciona, mas ninguém mais fala dele.

A biblioteca municipal Mário de Andrade, que passou por uma reforma grande, está tinindo, mas seu café está desativado há mais de um ano, à espera de contratação. Quando isso acontecer, provavelmente será uma cafeteria anônima, com um café medíocre, como tantas outras. Quando visitei a Pinacoteca, em abril do ano passado, seu café estava em reforma. Só reabriu meses depois.

Nem tudo é, digamos assim, banal. No Instituto Tomie Ohtake, o restaurante Santinho, comandado por Morena Leite, do Capim Santo, vale a visita. Também o gostoso (embora um pouco caro) Prêt Café, na Bela Cintra, cuida do almoço de quem vai ao MAM (Museu de Arte Moderna). Que venham outros.

The Modern (9 West 53rd Street, Midtown, 212/333.1220)

4 comentários:

Carlos disse...

oi cris,
concordo com voce em tudo!
mas a vista do mam vale cada centavo! de lá voce vê um jardim repleto de verde e esculturas….
bjs.

Cris Couto disse...

carlos, que beleza! tomara que mais espacos culturais invistam em boa comida, certo? beijos e obrigada pela visita!

Marina disse...

Oi Cris

Infelizmente o restaurante do MASP “morreu” de inanição! A comida caiu muito de qualidade e, sem criatividade, repete-se à exaustão. Não dá mais…
Existe agora os restaurantes da Sala São Paulo e do Theatro Municipal, espaços interessantes a serem explorados
. Ainda não conheço mas já ouvi falar e bem. Parece que a responsável é a mesma que herdou o ex-Buraco da Sara, atual Bistrô da Sara.
Abs.

Cris Couto disse...

Oi, Marina,
Muito obrigada pela informação. Quanto ao Masp, é mesmo uma pena não? Se você for visitar um destes novos espaços de que falou, conte prá gente, ok?
um abraço e obrigada pela visita!