Guilherme Andrade
Pamonha frita, Fazenda Babilônia* Duas delícias que não deixo de comer sempre que vou a Pirenópolis: pamonha frita e paçoca de pilão. Ambas são feitas com maestria pela dona Telma, da centenária Fazenda Babilônia, e servidos junto com outras dezenas de iguarias - pratos patrominiais mesmo - no seu famoso café colonial. Já se fartaram em sua mesa governantes e embaixadores de vários países, mas dona Telma só descobre depois que eles já partiram e enviaram novos "emissários" em seu lugar, para continuar a orgia gastronômica... Claro, porque depois não dá prá comer mais nada... Desta vez tentei trazer, de avião, um pouco de paçoca de pilão (tão delicada que dissolve na boca!) e uma espécie de sequilho, chamado por lá "quebrador de polvilho". Bom, a paçoca ainda entrou em território paulistano sã e salva, mas o quebrador esfarelou-se no pacotinho, mesmo eu fazendo um esforço danado para trazê-lo na mão.
Ganhei gentilmente a receitinha da pamonha frita de outra grande cozinheira da Pirenópolis, a Wanda, do restaurante Pedreiras (outro pecado da gula). Ela ensina a fazer assim: "você pega o milho de consitência média e rala com um ralador grosso até o sabugo. Não rala só os grãos, não, tem que ralar uma parte do sabugo, senão a massa fica muito rala. Aí é só juntar sal a gosto e fazer os bolinhos com uma colher. Frite sempre no óleo bem limpo, e quente. E pronto!"
Cristiana Couto
Paçoca de pilão, Babilônia
Quebrador de polvilho, também da fazenda
Requeijão, danado de bão!* Nem Stuppendo, nem Sottozero. O sorvete da hora está na Colorê Sorvetes, em Pirenópolis. R$ 2 o copinho cheio de sorvete: de baru, pequi, tapioca, cagaita, jabuticaba... Uma delícia!

Guilherme Andrade
* Este mimo faz parte do café da manhã da pousada Casarão. É um bombom de chocolate feito com baru (Dipterys alata), a castanha do Cerrado. A castanha está dentro desse fruto aí ao lado, e está em risco de extinção: a madeira do baruzeiro é usada em construções. O fim da picada. Dizem que a castanha de baru, quando torrada, tem sabor parecido com o do amendoim ou da castanha-de-caju. Que nada: baru tem gosto de baru. Parece ser um fruto pouco aproveitado: a polpa, não utilizada, tem propriedades nutricionais importantes, e o óleo, de ótima qualidade, pode ser usado como tempero. Um estudo publicado na revista Instituto Adolfo Lutz (60 (2): 113-117,2001) indica que a castanha de baru tem teor relativamente elevado de lipídeos (38,2 g/100 g) e proteínas (23,9/100 g), além de fibras (13,4 g/100 g) e minerais, como potássio (827 mg/100 g), fósforo (358 mg/100 g) e magnésio (178 mg/100 g).Fazenda Babilônia (GO-431, km 3, tel. 62/9974.0026)
Restaurante Pedreiras (rodovia dos Pireneus. km 1,8, tel. 62/3331.1853)
Colorê Sorvetes (R. Bonfim, 15, Ponte de Pedra, tel. 62/9977.0344)



