quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Ribeirão Preto recebe feira de vinhos



Feiras de vinho nas grandes capitais estão se tornando cada vez mais comuns. O difícil é encontrar quem aposte em outras paragens, como as cidades do interior paulista, sedentas de novidades e com alto poder aquisitivo. O jornalista e enófilo Beto Duarte, autor do blog Papo de Vinho e meu confrade, apostou. A nova edição do evento Encontro de Vinhos, que aconteceu em São Paulo no mês de agosto, viaja no dia 23 de outubro para Ribeirão Preto. O encontro, organizado com Daniel Perches, do blog Vinhos de Corte, vai reunir 33 importadoras e vinícolas, que trarão mais de 200 rótulos para serem degustados.

Entre as participantes estão as importadoras Cantu, Vinea, Cave Jado (uma importadora pequena, só de vinhos franceses de bom custo-benefício), Cult Vinho, Grand Cru e Península (de vinhos espanhóis), além das vinícolas brasileiras Casa Valduga e Lídio Carraro, e a ainda pouco conhecida Rastros do Pampa, de Bagé.

Para acompanhar os vinhos, uma mesa de queijos e brigadeiros da Senhor Brigadeiro, como os que levam vinho do Porto (que já provei e aprovei) e uísque. O Encontro de Vinhos acontece das 15h às 22h e custa R$ 60.

Encontro de Vinhos Hotel Araucária Plaza (rua João Penteado, 2.103)
Informações pelos telefones 16/3235.5402 e 11/8127.8187

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Jantar a quatro mãos



O restaurante Cantaloup apresenta, amanhã, um festival oriental a quatro mãos. Juntos, os chefs Adriano Kanashiro (ex-Kinu) e Shin Koike (Aizomê) preparam um cardápio interessante, com 7 pratos, de toques contemporâneos. A sequencia inclui: tartar de atum com caviar espanhol (foto), buri e vieiras marinadas com farofa de presunto cru, gergelim, hijiki (alga), castanha-de-caju, banana-da-terra e emulsão de uni; robalo no vapor coberto com creme de bacalhau e molho de lichia com limoncello, cateto no missô com abiú (fruta da região amazônica) e purê de cará roxo com alho negro; costela de kobe beef com eringui (tipo de cogumelo) e arroz takana; gelatina de umê (também conhecidocomo damasco japonês) com frutas vermelhas e espuma de tofu com baunilha. Termina com um macaron oriental de chá verde e mel com sorbet de toranja e gengibre.

O menu custa R$ 170, e pode ser harmonizado com vinhos (R$ 220). São eles o Prosecco Spumante Incontri, da vinícola Martellozzo, o delicioso Cartagena Sauvignon Blanc 2009, da chilena Casa Marin, um Pinot Noir, safra 2008, da argentina Viniterra e o bordeaux Chateau Grand-Jean 2007. O primeiro jantar é hoje.

Cardápio interessante, chefs competentes, bons vinhos. Vale a pena.

Cantaloup (rua Manoel Guedes, 474, Itaim, São Paulo, 11/3078.3445)

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Viagem


Istockphoto
Viajando. Volto em 10 dias.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Slow Emiliano, slow


“Hoje, comer virou uma coisa complicada”. A frase é de Michael Pollan (o autor de In defense of food), abre seu mais novo livro – Regras da comida: um manual da saberdoria alimentar - e percorre, também, o pensamento de alguns cozinheiros, diante, por exemplo, de cozinhas que se tornaram muito mais artifício do que arte, proposta, ou, inclusive, comida. Ouvi a mesma frase ontem, durante entrevista com José Barattino, do restaurante do hotel Emiliano, num contexto que reclamava, muito mais, a distância que estamos daquilo que ingerimos. Por isso, no dia 24/9, o hotel promove o evento Emiliano Market Day, para apresentar sua gastronomia – que inclui um projeto de sustentabilidade - a partir de uma “feira” com os produtores e fornecedores locais. “Queremos conscientizar as pessoas da qualidade dos produtos que usamos”, diz Barattino, que vem desenvolvendo seu trabalho com pequenos produtores rurais. O evento inclui, ainda, vídeos e palestras. Bem slow food.

Hotel e Restaurate Emiliano (rua Oscar Freire, 384, Jardins, São Paulo, 11/3069.4369)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Macarons para todos os gostos



A partir de amanhã acontece a 3ª edição do Festival de Macarons da Sodoces. São 20 opções criadas por Flavio Federico em sua loja, em Moema. O festival dura até 3 de outubro e inclui variações brasileirinhas do doce francês - uma marca do trabalho do chef pâtissier. O destaque é o macaron de chocolate de origem baiano (70% cacau), feito com a matéria-prima da Lajedo de Ouro, fazenda produtora em Ibirataia e que há vem se dedicando à produção de cacau de qualidade. Outras versões exploram as frutas, como cambuci e butiá.

Tem ainda o sorvete de macaron, com amêndoas e pedaços de macaron, e o macaron cake, em tamanho maior, recheado com creme brulée de laranja com framboesas. Uma das criações, o Zequinha (gianduia crocante), terá sua renda revertida para a APAE-SP. Para "viagem", Federico montou uma caixinha-degustação de acrílico, assinada pelo designer Ricardo Hollander (na foto), com as 20 unidades.

Sodoces (alameda dos Arapanés, 540, Moema, São Paulo, 11/5051-5277)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010


Semana passada, uma degustação na ABS-SP teve como tema vinhos de uma nova importadora de São Paulo, a Viníssimo. Ao todo, eles comercializam 60 rótulos, sob a consultoria de Arthur Azevedo, diretor-executivo da ABS. Foram apresentados oito vinhos, de várias regiões. Gostei especialmente de um Gewurztraminer, Cuvée Réserve, do produtor Domaine Martin Schaetzel. Biodinâmico, é elaborado com muito cuidado, tem um aroma delicado de flores e frutas, e uma pontinha de açúcar, sabor marcante e muito elegante. Um belo vinho (R$ 217,80).

Vale também provar um espanhol da região de Jumilla, mais em conta. A vinícola, Bodegas Hacienda del Carche, produz apenas 3 vinhos, sendo que o de entrada é este Tavs Selección 2008 (R$ 70). É um corte das uvas Monastell (a francesa mourvèdre), Cabernet Sauvignon e Syrah, macio na boca e com um aroma que lembra Jerez.

Os outros vinhos eram igualmente interessantes - embora mais caros:

Dog Point Sauvignon Blanc 2009 (R$ 149,60)- Da neozelandesa Dog Point Vineyard. Vinícola respeitada, que ainda não tinha seus vinhos no Brasil. A Nova Zelândia é famosa por brancos feitos com a Sauvignon Blanc, frescos e frutados (é fácil perceber os aromas de maracujá, bem característico, por exemplo). Marlborough, onde este exemplar é feito, é a melhor região para esta uva. As harmonizações indicadas pelos especialistas: comida japonesa, moquecas, pratos com curry, queijo de cabra, ostras, salada com molhos cítricos...

Daisy Rock Pinot Noir 2008 - também da Nova Zelândia, e da mesma região (Marlborough), sa Maven Wines. Um bom exemplar da Pinot Noir, a uva tinta da Borgonha, no Novo Mundo. Fresco e frutado - segundo os experts, com muita tipicidade (R$ 158).

Lo Schiavone 2005 - Corte de Sangiovese (55%) e Malbec (45%), da vinícola toscana Castello Sonnino (R$ 335,40). Dizem que os vinhos da Sangiovese, de pouca idade, não costumam primar pela maciez de seus taninos. Este surpreendeu quem participou da degustação: ujm vinho estruturado e com boa acidez, mas que se mostrou macio na boca - o que se deve, talvez, à participação da Malbec.

António Saramago Reserva 2005 - Enólogo reconhecido em Portugal (e que anda a preparar um vinho na vinícola brasileira Villagio Grando), António Saramago é um especialista na Castelão, a casta mais plantada no país e uva do famoso tinto Periquita. Produzido na região de Palmela, na Península de Setúbal, próxima a Lisboa, é um vinho de corpo médio, boa fruta, um bom acompanhante para o clássico arroz de Braga. Custa R$ 201.

Por fim, foram apresentados dois tintos franceses: Mas del Rey 2006 (R$ 301,30), do produtor biodinâmico Jacques Montagné, na região de Languedoc-Roussillon, com 91 pontos de Robert Parker; e o Château Bellevue de Tayac 2005 (R$ 396,50), de Jean Luc Thunevin, com 90 pontos Parker.

Para quem não conhece, vale a pena participar das degustações que acontecem às quartas-feiras à noite na sede da ABS-SP. Esta, por exemplo, custou R$ 30 para quem é sócio - uma pechincha para provar vinhos de qualidade e preços altos.

domingo, 12 de setembro de 2010

Five o'clock tea


Rogério Voltan
Sexta-feira é dia de "five o'clock tea". Quando temos tempo, eu e meu amigo Rogério Voltan nos encontramos em casa prá comer bolo, tomar café e bater papo. Dia de rodízio dos dois, início do fim-de-semana... E, pensando bem, hoje em dia é uma glória poder receber um amigo em casa, no fim da tarde, prá comer e papear... Nem mastercard paga. Na sexta passada, ele me sugeriu um bolo de chocolate com cenoura. Achei esta receita da Helo Bacellar, que leva gengibre, canela, uvas passas e nozes. Sugiro usar cacau em pó (e não chocolate em pó, mais doce) e chocolate meio amargo em lugar do ao leite. E deixe esfriar bem.

Ingredientes

Massa
1 ½ xícara (chá) de farinha de trigo
¼ xícara (chá) de chocolate em pó
2 colheres (chá) de fermento químico
1 colher (chá) de canela em pó
¼ colher (chá) de noz-moscada
¼ colher (chá) de gengibre em pó
½ xícara (chá) de nozes picadas
½ xícara (chá) de passas escuras
1/3 xícaras(chá) de coco ralado fresco
3 ovos
¾ xícara (chá) de açúcar mascavo
½ xícara (chá) de óleo vegetal
125 g de chocolate ao leite, derretido
3 xícaras (chá) de cenoura ralada grosso

Cobertura
200 g de cream cheese
125 g de chocolate ao leite, derretido
2 xícaras (chá) de açúcar de confeiteiro, peneirado

Preparo

Peneire a farinha, o chocolate em pó, o fermento químico, a canela, a noz-moscada e o gengibre numa bacia grande. Junte as nozes, as passas e o coco ralado e misture.
Bata na batedeira os ovos, o açúcar mascavo e o óleo, até obter uma mistura bem homogênea. Adicione o chocolate derretido e bata por mais 1 minuto. Com uma espátula, misture a cenoura ralada à mistura de chocolate e despeje sobre a mistura dos ingredientes secos mexendo com a espátula para misturar tudo muito bem. Passe a mistura para uma fôrma untada e enfarinhada com aproximadamente 23 x 32 cm (usei uma uk pouco menor). Leve para assar em forno preaquecido a 160ºC por 45 minutos.
Para a cobertura, bata o cream cheese até ficar cremoso. Misture o chocolate derretido e o açúcar de confeiteiro e bata por mais 1 minuto. Refrigere até que o bolo esfrie completamente antes de cobri-lo.