sábado, 15 de dezembro de 2007

Granja Viana ganha loja de vinhos

A Grand Cru, importadora de vinhos argentina que está há 5 anos no brasil, acaba de inaugurar nova loja na Granja Viana (SP). A franquia tem adega com mais de 300 rótulos, a maior parte deles de vinhos argentinos e franceses. Para oano que vem está prevista um espaço para degustação de vinhos. Lembro-me de quando victor Levy e seu filho Mariano chegaram por aqui aprensentando seus primeiros vinhos. De lá pra cá, mais de 20 lojas foram abertas e muitos eventos, realizados. Tive a oportunidade de provar alguns dos bons rótulos da importadora: os das vinícolas argentinas Clos de Los Siete e Doña Paula e da chilena Santa Rita, por exemplo.

Grand Cru Granja Viana (rua José Felix de Oliveira, 866, Granja Viana, tel. 11/4702.3832)

domingo, 9 de dezembro de 2007

Curso de barista em Curitiba



Ainda dá tempo: começa amanhã e vai até quarta-feira, em Curitiba, o Curso de Barista - nível I, ministrado pela equipe da barista Isabela Raposeiras, da Academia de Barismo. Indicado para apreciadores, futuros donos de cafeterias (e jornalistas).
Entre os temas abordados estão: cafés do mundo; cafés do Brasil e regiões produtoras, espécies, variedades, categorias e características; lavoura, beneficiamento, torra e industrialização; o barista. As aulas práticas capacitam o aluno a extrair um espresso e avaliá-lo, além de ensinar a vaporização do leite, o preparo do cappuccino e limpeza de moinho e máquina. O curso tem duração de 15 horas, e custa R$ 380. A primeira turma começa às 17h do dia 10/12.
Informações e inscrições pelos tels. 41/3527.3537 ou 41/9911.9979 ou pelo e-mail ana@argentacafes.com, com Ana Argenta.
Outras informações: Argenta Cafés

Excelentíssimo Café (rua Anita Garibaldi, 848, Ahú)

Agenda



Amanhã tem lançamento da segunda edição do Guia de Vinhos Larousse, do sommelier Manoel Beato. A primeira, lançada há cerca de 1 ano, já vendeu 5 mil exemplares. O evento acontece no Emporio Armani Caffè, a partir das 19h.

Compre o guia

Emporio Armani Caffè (r. Haddock Lobo, 1,568, Jardins, tel. 11/3897.9093)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Troféu gostoso



Em meio a tantos prêmios de melhor restaurante, chef e carta de vinhos, concedido por publicações como Gula, Prazeres da Mesa, Veja São Paulo e Guia 4 Rodas, alguém pensou, também, em premiar os jornalistas e veículos dedicados à area. Na última segunda-feira, a Câmara Municipal de São Paulo lembrou-se de nós... pela décima vez. O X Troféu São Paulo Capital Mundial da Gastronomia consagra, em dez categorias, as melhores reportagens, veículos e fotos dedicados à gastronomia, além de trabalhos estudantis. A Prazeres da Mesa inscreveu algumas reportagens (entre elas uma minha) e arrematou, pelo quarto ano consecutivo, o prêmio de melhor revista de gastronomia. Arrematou também os 2 primeiros lugares entre as reportagens, e a minha foi a primeirinha! Segue o link da matéria vencedora, a respeito da abertura do restaurante Eñe em São Paulo. Alguns amigos também levaram um troféu prá casa: a jornalista Guta Chaves - que acaba de lançar a obra Larousse da Cozinha Brasileira - ganhou com o site que leva seu nome o primeiro lugar na categoria melhor reportagem pela internet, com a matéria "Para celebrar São Paulo", e meu brother Rogério Voltan ficou na segunda posição com a melhor foto (queria publicá-la aqui, mas ele anda viajando por aí, então, deleitem-se com o site dele!). É isso.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

La dolce vita



Podem falar o que quiser, mas comer doce é fundamental. Principlamente se forem feitos pelo confeiteiro Flavio Federico, que acaba de abrir sua loja em Moema (SP). A alegria quase chocólatra que tive ao visitar o espaço açucarado de Mara Mello reproduziu-se nesta ida à simpática Sódoces. Há 15 anos trabalhando com confeitaria, Flavio Federico deixava um sabor de quero-mais naqueles que provavam suas sobremesas, que ele fornecia a diversos restaurantes da cidade.

Agora, Flavio passa a oferecer doces, bolos, chocolates, sorvetes e compotas num espaço bem montado e gostoso, com mesinhas ao ar livre. Sempre privilegiando ingredientes brasileiros - e de qualidade -, o confeiteiro prepara doces de bela e clássica apresentação. O melhor de todos os que provei (e faltam muitos ainda) é o delicado Romeu e Julieta, feito com musse de queijo, recheio cremoso de goiaba e goiabada cascão, com sabores absolutamente integrados. O portokali também vale uma mordida: combina massa crocante, biscuit de amêndoas, cointreau, geléia de laranjas (caseira), ganache de chocolate, chantilly de laranjas e gelatina de água de flor de laranjeira. Outro doce delicioso leva flan de coco e espuma de quindim. Os macarrons também trazem os sabores verde-amarelo, como o de caipirinha (chocolate branco, cachaça e limão) e de cupuaçu. Outros doces expostos na vitrine - desenvolvida pelo próprio confeiteiro para conservar corretamente suas criações - incluem o matuto (biscuit de fubá, flan de coco, musse de doce de abóbora com caramelo e geléia de jabuticaba) e o oiapoque (biscuit de caju, musse de chocolate branco, compota de cupuaçu com rapadura e geléia de cupuaçu). Para quem gosta do sabor de infância, tem um poderoso brigadeiro e um quindim cozido a baixa temperatura (este está na minha lista!).

Clássicos de sua autoria podem ser provados ainda em sorvetes, como o tropicana (sorvete de coco com calda de goiaba cascão e crocante de castanha-do-pará) e o mantiqueira (bananas carameladas, ganache de gianduia e marshmallow de café). Os sorvetes são feitos todos os dias, e não tem aditivos. O de canela tem pedacinhos de canela, e o de chocolate Valhona (de origem, atenção!), supercremoso, não leva leite, mas água. Incrível. Café lá é Nespresso; deve ser uma boa combinação com a trufa feita com charuto Davidoff e uísque 18 anos. Nã dá pra não ir.

O chef-confeiteiro Flavio Federico

Minidoces

Interior da loja

Detalhe da fachada

Midnight

Mais doces...

Trufas

Fotos: Cristiana Couto e divulgação

Sódoces (rua Arapanés, 540, Moema, tel. 11/5051.5277)

domingo, 2 de dezembro de 2007

Bom para comer, bom para pensar


iStockphoto
Lendo alguns artigos sobre alimentação me deparei com um pequeno comentário de uma historiadora que tem tudo a ver com situações com as quais me deparo. A saber, a citação, com fins de fornecer autoridade a um texto, de frases "célebres" de personalidades que, na verdade, foram absolutamente deslocadas de seu contexto original e que, na maioria dos casos, passam à "eternidade" sem ter, na verdade, qualquer relação com a argumentação na qual foram inseridas. Digo isto porque é comum topar com frases - de Brillat-Savarin, Alexandre Dumas e outras personalidades gastronômicas - que se perpetuaram no tempo e que são repetidas à exaustão sem que haja uma alma sequer disposta a checar o original de onde ela foi extraída. E, já que em terra de cego quem tem um olho é rei..., segue o resumo do pequeno "artigo" da historiadora australiana Barbara Santich, da Universidade de Adelaide, sobre comida e Lévi-Strauss:

Sua reflexão surgiu quando um amigo de Barbara decidiu tornar-se vegetariano não por convicção ou questões de saúde, mas porque vegetarianismo é “bom para pensar”. Vamos à sua análise: a idéia de que certas alimentos são “bons para pensar” e, portanto, “bons para comer” é comumente associada ao antropólogo francês Claude Lévi-Strauss, e há análises sobre esta frase que a interpretam da seguinte forma: as pessoas selecionam a comida pelas mensagens que elas contêm, mais do que por suas calorias e proteínas.

Para a autora, entretanto, não foi isso que Lévi-Strauss quis dizer: a idéia original – “bon à manger" e "bon à penser”, está inserida na análise do antropólogo sobre o totemismo (Totemism, livro escrito na década de 60), e explica porque certos animais são escolhidos para figurarem como totens – não porque eles sejam bons de comer, mas porque são bons para pensar. “Os animais no totemismo deixam de ser somente ou principalmente criaturas que deve ser temidas, admiradas ou invejadas: sua realidade perceptível permite a concretização de idéias e relações concebidas pelo pensamento especulativo com base em observações empíricas”, reproduz a autora, em inglês, a partir do original de Lévi-Strauss. Portanto, conclui Barbara, o uso inicial da frase de Lévi-Strauss “bom para pensar” está relacionada pura e simplesmente à escolha de animais como totens, não havendo nenhuma implicação direta com escolhas alimentares. E mais: segundo ela, ele jamais voltou a esse pensamento em seu trabalho mais conhecido, O cru e o cozido (agora disponível em edição de capa dura pela Cosac Naify, com belíssima tradução – o que permite perceber a especificidade e dificuldade dos escritos do antropólogo).

sábado, 1 de dezembro de 2007

Caderno de receitas



Fuçando por aí achei um caderno de receitas virtual bem bacana. Chama-se TasteBook. A idéia é que você mesmo monte o seu receituário - conteúdo e visual - e, se quiser tê-lo impresso, compre-o por U$ 34,95. Eis como funciona: você pode adicionar até 100 receitas, pessoais (há campos para preencher) ou que povoam a internet - a saber, as que estão no site Epicurious e nas revistas Gourmet e Bon Appetit, num total de 25 mil (bom, aqui, é preciso se aventurar por receitas em inglês). Você mesmo escolhe a capa e bola o título, e todas as receitas vêm com (belas) fotos. Adorei "virar" as páginas do caderno. A única coisa é que não é possível ler as receitas na página, já montada. É preciso ir no arquivo. Outra coisa legal é que dá para compartilhar as receitas com os amigos.
Divirtam-se: Tastebook